sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cultura inutil?

Eu achava que ser "A Catatônica" postar coisinhas bobas, semi-inuteis e textos "desabafantes" já era muito problema, mas navegando por ai, descobri isso: http://thxthxthx.com/. Pensei na hora, thx = Thank's? Aham é isso aí! A autora desse desvaneio é uma tal de Leah Dieterich, e ela publica notas de agradecimento. Lá tem obrigado para tudo; Desde banheiros sem espelho, até livros que ela nunca leu. Me sinto uma das pessoas mais normais agora, tirando estes sapatos verdes e pontudos nos meus pés!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Decoração pra quem curte!

Pra quem curte! Eu sou muito muito muito fã dessa parada toda de moda e decoração, acho que se minha aptidão por ver vantagem onde não tem fosse menor, eu largaria a publicidade pra fazer Arquitetura, Moda, e afins... Maaaaas como as vezes eu me sinto impossibilitada de fazer combinações eu prefiro continuar procurando vantagens no que não tem, e é exatamente por essa razão que vou até vídeos como esse! Achei muito interessante, e resolvi compartilhar!
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ipê Amarelo


Do nada eu entrei na vida dele, e ele na minha com menos motivos ainda. Todas as coisas pra mim tinham uma proporção enorme, por mais que não tivessem importância pra ele, pra mim era tudo tão sagrado. Começou de baixo do Ipê amarelo, mas naquela primavera a tal da arvore que a Avó dele plantou não floriu, assim como a nossa historinha de amor. Apostei! Apostei todas as moedinhas que eu tinha, quebrei meu porquinho de porcelana, resgatei toda a minha coleção de moedas de cinquenta centavos, juntei com tudo o que eu tinha guardado no banco, e na minha bolsa, apostei minha família, e os nossos momentos íntimos, cobrei até os que me deviam, e apostei como um viciado em jogatina. E igualzinho ao viciado, eu sai sem nada nos bolsos, sem dinheiro até pra tomar o ônibus que me levaria pra casa! Não tenho vergonha de sentir saudade do cheiro dele, das piadas sem graça, dos filmes de maconheiro, dos papos cabeça e nem daquela pele macia e quente. E por mais que eu não tenha mais o porquê apostar, eu ainda sinto falta de por a comida no prato, de perguntar se anda tomando o remédio direito, se tem muito trabalho, se o chefe gay parou de atormentar a vida, de saber se está tudo certo com a família, de o ver brincando com a gata idosa e esperta, de pedir pra ele falar que me ama de cinco em cinco minutos enquanto rola um jogo de futebol, só porque estou de TPM, de dormir no braço bisnaguinha seven boys, de tomar banho com os “segredos da Victoria”, de vê-lo dando risada do meu jeito estranho de fazer xixi com os pés tortos, e de viajar pro nosso mundo ali do outro lado da rua. Todas essas coisas que não existem mais ainda são sagradas para mim, e acho que isso se chama abstinência e logo deve passar, se bem que hoje eu quando saí na rua, reparei que o velho Ipê amarelo estava começando a florir, enquanto todos os outros já estavam totalmente floridos pra que eu os observasse. O problema não é o vicio de apostar, e sim de apostar em algo sem retorno.